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Ontologias existentes: Quais e Como podemos usar para nosso Vocabulário?

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Ontologias existentes: Quais e Como podemos usar para nosso Vocabulário?

Introdução

A metodologia escolhida para a construção de ontologias - 101 - propõe como segundo passo, após a determinação do domínio e do escopo da ontologia sendo construída, a consideração e viabilidade do reúso de outras ontologias já existentes. Sempre vale a pena verificar se outras ontologias já foram codificadas, se podemos reutilizar seus termos ou se é possível refinar um modelo existente para o domínio de nossa aplicação. Isso é importante por 2 principais motivos:

  1. Evitando retrabalho pois muitas vezes muitos termos, significados, propriedades e relacionamentos de nosso interesse já foram modelados em outras ontologias e/ou vocabulários controlados
  2. Interoperabilidade caso os sistemas que irão usar a nossa ontologia terão de interagir com outras aplicações comprometidas com ontologias já existentes

 Muitas ontologias e vocabulários estão disponíveis eletronicamente e podem ser importadas para editores ou ambientes de desenvolvimento de ontologias. Num primeiro momento da pesquisa e verificação, os formalismos (nível de expressividade, linguagem utilizada, idioma, etc) não são muito significativos na medida em que estes editores são capazes de importar e exportar para diferentes formatos e linguagens. Já existem diversas bibliotecas de ontologias que disponibilizam um grande número delas para reúso.

Abaixo uma lista inicial de ontologias que poderiam ser estudadas para reúse, bem como lista de bibliotecas de ontologias onde podemos pesquisar outras ontologias e modelos.

Ontologias de Topo

Ontologias de Domínio

  • The Friend of a Friend (FOAF) project - é uma ontologia legível por máquina (software) que tem por objetivo descrever pessoas, suas atividades e suas relações com outras pessoas e objetos.  [http://www.foaf-project.org]
  • The SIOC (Semantically-Interlinked Online Communities) -  framework que tem por objetivo conectar sites de comunidades online e discussões baseadas na Internet. O núcleo do SIOC é uma Ontologia: um vocabulário que contêm conceitos necessários para expressar a informação contida em sites de comunidades on-line. [http://sioc-project.org]

Bibliotecas de Ontologias

Neste sentido, este tópico do blog propõe o debate, dicas e verificação de ontologias já existentes que eventualmente poderiam ser reutilizadas na construção do nosso vocabulário comum da participação social.

A nossa metodologia para a construção de ontologias - 101 - propõe como segundo passo, após a determinação do domínio e do escopo da ontologia sendo construída, a consideração de reúso de outras ontologias já existentes. Sempre vale a pena verificar se outras ontologias já foram codificadas e podemos reutilizar seus termos ou se é possível refinar um modelo existente para o domínio de nossa aplicação. Isso é importante por 2 principais motivos

Comentarios

#1

Essas estão boas para começar. Seguem mais algumas sugestões:

Ontologias de Topo

Bibliotecas de Ontologias

Se pensar em mais alguma posto depois.

#2

Augusto, valeu pelas dicas!

Quando pensa nestas, já imagina alguns usos, termos etc?

Berto, das que você relacionou, pode listar isso também?

abraços!!

#3

Henrique,

no momento não tenho algum  termo ou classe específica em mente para ser utilizada no projeto. Mas essas ontologias gerais servem para acharmos termos gerais dos quais podemos gerar subclasses. O projeto Umbel, por exemplo (que é baseado no OpenCyc), tem uma busca por termos.

Usei essa busca para encontrar algo útil para servir de exemplo, e encontrei uma classe para "Organização sem fins lucrativos": http://umbel.org/refconcept?uri=http%3A%2F%2Fumbel.org%2Fumbel%2Frc%2FNonProfitOrganization&ontology=file%3A%2F%2Flocalhost%2Fdata%2Fontologies%2Ffiles%2Fumbel.org%2Fumbel_reference_concepts.n3

A URI do conceito é http://umbel.org/umbel/rc/NonProfitOrganization

Abraço,

Augusto

#4

Pessoal,

Comecei a dar uma olhada na especificação da ontologia FOAF (http://xmlns.com/foaf/spec/) e me surgiu uma dúvida que gostaria de ouví-los. A FOAF se propõe a modelar relacionamentos entre pessoas, grupos e coisas, independentemente de sua natureza, formato, meio (digital ou nao), etc.

A nossa proposta é modelar a participação social como um todo, independentemente das tecnologias de redes sociais web ou pretendemos modelar a participação social no contexto da internet e todas as novas possibilidades (redes e mídias sociais, formatos, agrupamento de pessoas, canais de comunicação, etc)?

Inicialmente, meu entendimento era que se tratava da primeira hipótese. Mas levanto esta questão para não deixar dúvidas e indicar que, por podermos dividir a empreitada em diversos contextos, nos mostra o tamanho e complexidade do dominio de conhecimento que queremos modelar.

Abraços!

#5

Berto, eu acredito que a gente deva focar essa ontologia para as tecnologias atuais, do contrário, ela pode ficar genérica demais para ser útil hoje. Como ela será um projeto aberto, acredito que possa evoluir conforme novas demandas surjam. 

Um exemplo de ontologia genérica que eu já tinha compartilhado com o Poppi e o Henrique lá atrás: Participation Schema. Ela ajuda a definir os papéis que as pessoas desempenham em grupos. Não vejo como utilizá-la diretamente dentro do nosso escopo...

No embalo da minha pesquisa de doutorado, fiz uma busca por artigos científicos que tratem de "ontology" e "e-participation" pra ver como outros países estão lidando com a questão. Anexei os artigos e comento algumas figuras que achei que possam ser interessantes para o projeto.

e-participation_framework_wimmer.png

Um framework de quatro dimensões na participação (ontology e-participation.pdf). O legal é que serve tanto para definir estágios num processo, quanto para definir os elementos transformados em cada processo. Eu só achei a perna do nível de engamento baseada em buzzwords. Eu acharia melhor usar a famosa escada de participação de Arstein, excluindo é claro os níveis onde não há participação. O único problema é quem define esse nível: quem está abrindo à participação definiria sua expectativa (espera que as pessoas participem apenas como ouvintes pr ex.) ou seria uma linha de etapas a serem conquistadas pelos cidadãos?

ladder-of-citizen-participation.gif

A próxima figura é uma tentativa de modelar o sub-domínio da participação usando UML (participation_domain.pdf) á partir do framework acima. vejam que as categorias do sub-domínio do processo de participação são as dimensões do framework.

participation_process_domain_kalampokis_1.png

Aí fica a questão: nossa ontologia vai servir ao processo de participação ou apenas ao resultado (os deliverables)? Se for servir o processo talvez possamos pensar também em estruturas que ajudem a organizar debates, como por exemplo os sistemas de argumentação. Isso poderia ajudar a direcionar as discussões online, que tendem a ser caóticas. Aqui no nosso projeto, por exemplo, a gente já levantou várias questões interessantes e os debates estão ótimos, mas fica uma sensação de que nenhuma decisão está sendo tomada. Uma das idéias para melhorar o Corais é justamente ter um tipo de comentário especial que indica uma decisão

A ontologia abaixo propõe que cada comentário possa ser apenas uma causa, um problema ou uma posição e que cada comentário indique se concorda ou discorda de outros comentários (discouse_ontology.pdf). 

discourse_ontology_loukis.png

Ajuda ou complica ainda mais essas referências acadêmicas?

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ontology_e-participation.pdf110.1 KB
participation_domain.pdf295.8 KB
discourse_ontology.pdf279.49 KB

#6

Oi Fred,

Ótimo post! E ótimas referências também. Vamos lá então:

"...acredito que a gente deva focar essa ontologia para as tecnologias atuais, do contrário, ela pode ficar genérica demais para ser útil hoje."

Tendo a concordar contigo, mas com uma ressalva: ao limitar a ontologia para uma plataforma tecnológica, não estamos limitando também o próprio conceito que almejamos modelar? Ao restringir o conceito de participação somente àquela possível via tecnologias atuais, estariamos deixando de fora conceitos e pessoas que não usam esta tecnologia. Procede ou entendi errado?

Este framework de 4 dimensões é meio caminho andado pra gente! Muito bom o artigo e as referências bibliográficas. Concordo contigo sobre os níveis de engajamento, dando uma lida rápida na proposta de Arstein, me pareceu mais completa e genérica, sem modismos. Quanto à sua dúvida sobre isso:

"O único problema é quem define esse nível: quem está abrindo à participação definiria sua expectativa (espera que as pessoas participem apenas como ouvintes pr ex.) ou seria uma linha de etapas a serem conquistadas pelos cidadãos?"

Sou mais da linha da segunda alternativa. A única coisa que não entendi, ou se entendi não sei se concordo, é o fato da entidade Participation Activity estar associada/relacionada aos Stakeholders somente através de canais (Channel) de e-Participação (eParticipation Tool). Ou seja, voltamos ao início da discussão. :-)

Não poderíamos estender este framework e incluir formas de participação não apenas por meios digitais? Com os devidos cuidados necessários para não deixarmos genérico demais e inútil, sem dúvida e conforme seu alerta, mas de forma que possamos ampliar o nosso alcance?

Outra dúvida: este framework me pareceu bastante voltado para políticas públicas oficiais. Como ficariam as questões da participação social que não tangenciam ou têm o Estado como agente direto ou indireto? Talvez aqui tenhamos outro ponto de extensão desta proposta.

Continuando:

"Aí fica a questão: nossa ontologia vai servir ao processo de participação ou apenas ao resultado (os deliverables)?"

Acredito que deveria servir para ambos. Infelizmente, ambientes de livre colaboração realmente tendem ao caos com tempo. Se isso é bom ou ruim, ainda não tenho juízo feito. Mas estruturas para organizar o debate é uma idéia muito interessante, contudo, organizar o caos é um tarefa digna do "Mito de Sísifo". Mas deixo esse assunto para os experts. :-D

E para finalizar:

"Ajuda ou complica ainda mais essas referências acadêmicas?"

Se entendi bem a proposta do Corais, é uma plataforma de construção e aprendizado mútuos. Aprendi mais sobre a semântica da participação social neste post do que em semanas de pesquisas. Em suma: referências acadêmicas "complicam" positivamente, pode acreditar! Manda ver!!!!!!

Abraço,

#7

Ótima conversa, Fred e Berto!

Também aprendi muito! Obrigado por compartilharem!

Como o Frederico abordou todos os pontos mais importantes, vou responder aos comentários dele, ok?

- Sobre processo vs. apenas resultados, acho que precisamos abrir o escopo e cuidar de tudo. A chave de tudo é o processo = como a participação se dá. Os resultados são parte importante disso.

- Muito boa a questão do objeto da participação ser a política formal. No nosso caso, um dos resultados poderia ser uma lei, mas o foco está em como uma demanda surge e é levada à frente por um grupo de pessoas incluindo políticos, empresários, ongueiros, servidores públicos, universitários e simples cidadãos. Sendo direto: não devemos estar restritos a criação de leis ou ao processo formal/ formulação e implementação de políticas públicas.

Vamos retratar como surgem as demandas que resolvem questões, inclusive, por meio de leis criadas.

- Sobre participação na web ou também fora dela (on + off-line), tenho receio de cair num falso dilema. Nosso desafio aqui é, naturalmente, entender como a participação acontece, inclusive porque a web tem proporcionado mil formas de contemplar ações bem específicas. Por outro lado, não sei se são domínios tão diferentes QUANDO queremos conhecer a essência da participação social.

Explico: desde sempre existe uma prática, uma cultura como queiram de as pessoas tomarem consciência de uma questão que as afeta e que poderia ser melhor; expressarem que perceberam isso ou que têm uma sugestão para melhorar; juntarem-se a uma dada causa; divulgarem uma causa criada por outra pessoa etc. Penso que é isso que queremos conhecer.

O que estaria fora da web (não dá pra fazer na web)? Passeata? Comício? Plenária? Que mais?

- Sobre o escopo (tem mais no post do blog que rolou forte há 2 semanas) penso que podemos avançar nas relações entre as classes e que ontologias existentes, que anexaríamos com pouca ou nenhuma mudança, definiriam as subclasses.

Ex: participation areas, stages in policy making, level of engagement (ou a escada de participação, melhor), stakeholders involved, cidades, bairros, estados, temas etc.

- Gostei do comentário especial! Ajudou bastante.

Abraços do Rodrigo

#12

Rodrigo,

Explico: desde sempre existe uma prática, uma cultura como queiram de as pessoas tomarem consciência de uma questão que as afeta e que poderia ser melhor; expressarem que perceberam isso ou que têm uma sugestão para melhorar; juntarem-se a uma dada causa; divulgarem uma causa criada por outra pessoa etc. Penso que é isso que queremos conhecer.

você falou em "causa" na sua argumentação, mas quando fez o diagrama deixou de fora. Algum motivo em particular, para enfatizar a Ação e omitir a Causa? Ou uma Causa poderia estar associada a diversas Ações, de forma a mostrar que elas estão coesas e organizadas em torno de uma Causa em particular?

Pergunto isso já pensando no passo 3, que é anotar quais os termos importantes na ontologia, sem querer me adiantar demais.

#13

Excelente ponto, Augusto!

Acho que causa é o termo que melhor descreve o que tem sido chamado de proposta, problema, questão etc.

Para mim, esse é a unidade de análise principal quando se fala de participação social. O que se propõe para melhorar o que é coletivo.

No diagrama, usei o termo ação para resumir (i) criação/ proposição de uma causa, proposta etc., (ii) apoiar uma causa, (iii) comentar uma causa, (iv) seguir uma causa, (v) divulgar uma causa etc.

Tenho a impressão que vamos ter que decidir entre (i) chamar tudo que um sujeito (outro termo importante que chamei de ator) faz de um termo genérico como ação, (ii) diferenciar entre criar uma causa e demais ações ou (iii) diferenciar cada tipo de ação criando uma classe para cada uma.

Faz sentido?

Abraços do Rodrigo

#8

Compartilho aqui dois diagramas que fizemos já pensando no nosso escopo. A nossa ontologia.

Agradeço comentários.

Abraços do Rodrigo

#9

A bem da verdade eu tenho mais interesse numa ontologia mais abrangente de participação social, pois minha experiência profissional tem sido em habilitar a participação dentro de empresas através do design (democratização de postos de trabalho), um cenário que ainda não tinha sido comentado aqui. Se a ontologia estiver livre de suportes tecnológicos, melhor pra esse tipo de participação também.

Muito bacana esse diagrama, Rodrigo! É simples e abrangente o suficiente para abarcar tanto a participação de origem oficial quanto não-oficial.

Só sinto falta da dimensão temporal. O diagrama especifica classes que conseguem de fato capturar os elementos básicos de uma ação, mas não tenho certeza se consegue acompanhar as mudanças nessa ação. Por exemplo, uma ação pode começar com uma abrangência local e gradualmente obter relevância regional ou nacional. Outro exemplo: uma proposta pode mudar conforme a participação vai tomando conta. Como seriam acompanhadas as revisões? E quanto aos estágios de evolução de uma ação (proposta inicial, coscientização, discussão, aprovação, implementação, etc..).

Será que vale à pena pensar nessa dimensão temporal ou isso seriam atributos secundários de cada classe? Se for secundário, como manter as relações entre elas ao longo do tempo (ex: uma mudança numa classe pode ser acompanhada de outra classe e alguém pode querer ver como aconteceu essa coordenação)?

#10

E refletindo sobre essa minha experiência com empresas, o termo território não me parece abrangente o suficiente, já que existem muitos espaços conceituais dentro de organizações que não estão fixos a um território geográfico. Seria bacana se a gente conseguisse encontrar um sinônimo que abrangesse, por exemplo:

  • uma comunidade virtual sem vínculos geográficos, mas com forte vínculo de interesse
  • uma empresa com filiais em vários estados
  • um mercado de consumo

Sugestões de termos alternativos: Espaço, Escopo, Abrangência, Ambiente...

#11

Excelentes pontos, Fred!

Pode falar mais sobre democratização de postos de trabalho como participação social? Penso que devemos desenhar esse vocabulário para poder acolher as mudanças dinâmicas na forma da participação, mas conheço pouco esse trabalho.

Sobre a relevância, no Cidade Democrática, isso funciona por meio de um algorítimo que cresce à medida em que uma proposta (ou problema) recebe apoios, comentários etc.

Quanto à abrangência, funciona parecido. Dizemos que Jundiaí está dentro de SP que está dentro de Brasil. Quando a pessoa procura SP, são lidas todas as propostas criadas nesse âmbito (Estado de SP e seus 645 municípios). Não trazemos as criadas em outros estados ou tendo Brasil como escopo.

Sobre as revisões, não temos solução no Cidade, mas acho fundamental.

Minha pergunta para os 3 pontos acima: isso precisa estar no vocabulário ou cada solução/ iniciativa poderia encontrar sua própria forma de lidar com isso?

Pergunto porque penso que nosso grande avanço seria permitir que as bases de dados de todas essas iniciativas pudessem ser somadas. Nesse sentido, teríamos retratado apenas a essência da participação social. Dela poderíamos derivar formas mais elaboradas e específicas. Faz sentido?

Gosto muito de escopo ou ambiente no lugar de território.

Ajustei naquele diagrama e republico aqui.

Abraços do Rodrigo

  • captura_de_tela_2012-07-02_as_13.24.02.png
  • captura_de_tela_2012-07-02_as_13.24.33.png

#14

Pois é, não tenho certeza se este vocabulário precisa ter essa dimensão temporal. Acredito que talvez a diferença entre as plataformas de participação seria justamente como elas lidam com essa dimensão, como elas organizam o processo de participação. 

Sobre a participação nas empresas, no Faber-Ludens a gente tem experiência com a participação de usários no desenvolvimento de sistemas multi-usuário, como por exemplo Intranets. Um dos métodos que a gente utiliza, o Card-sorting, pode ser inclusive utilizado aqui pra ajudar a refinar a ontologia.

No card-sorting, as relações entre as categorias não estão determinadas. Os participantes é que determinam, aí depois a gente faz uma análise das divergências e convergências e toma a decisão embasada numa dinâmica mais bottom-up. A vantagem da gente usar o card-sorting é que é a gente consegue receber feedback de muita gente ao mesmo tempo, sem exigir a articulação mais complexa que é por exemplo escrever um comentário aqui. 

No card-sorting para a ontologia, a gente poderia colocar uma série de exemplos de informações que estariam dentro do escopo da ontologia e, em seguida, oferecer como categorias as variantes que levantamos (ator, ação, tema, escopo, ambiente, tema, etc). Se muita gente associar as mesmas informações às mesmas categorias sabemos que a relação é forte.

#15

Olá, Fred!

Muito legal esse trabalho que vocês têm desenvolvido com as empresas. Acha que podemos (ou devemos) usar o card-sorting numa etapa posterior da nossa ontologia?

Pra mim faz mais sentido se o nosso vocabulário puder representar o que é a essência do processo e deixarmos de fora aspectos (como a dimensão temporal) para que cada um desenvolva sua própria solução.

Além de a ontologia ficar mais elegante e fácil e ser incorporada, permitirá que outros desenvolvam soluções, inclusive de visualização de dados, usando os dados das diversas iniciativas existentes.

Abraços do Rodrigo

#16

Moçada,

Como essa notícia trazido pelo Augusto Herrmann entra no nosso estudo?
"encaminho a notícia de que o projeto Linked Open Vocabularies (LOV), um compêndio dos vocabulários mais usados pela comunidade internacional em Linked Open Data, está agora hospedado na Open Knowledge Foundation. Além disso, outra novidade é que agora o histórico de versões de cada vocabulário pode ser visualizado.
 
Abraços do Rodrigo


encaminho a notícia de que o projeto Linked Open Vocabularies (LOV),
um compêndio dos vocabulários mais usados pela comunidade
internacional em Linked Open Data, está agora hospedado na Open
Knowledge Foundation. Além disso, outra novidade é que agora o
histórico de versões de cada vocabulário pode ser visualizado.

http://lov.okfn.org/dataset/lov/
http://blog.okfn.org/2012/07/10/announcing-linked-open-vocabularies-lov-enabling-the-vocabulary-commons/

#17

Pessoal, tudo bem?

Bolei uma primeira versão de um modelo conceitual baseando-me em tudo que rolou nessa trédi. Vejam o que acham e se é possível partimos dessa proposta, ok?

Abraço,

Primeira versão do modelo conceitual

#32

Caros,

Quem tem a manha de fazer esse aberto (rolaria como MIndMap, Fred?) para ajustarmos colaborativamente?

abraços!

#35

O problema é que a nossa ferramenta de mapas mentais do Corais obriga-nos a usar uma estrutura hierárquica, mas aqui a gente tá modelando relações semânticas. Porém, eu acho que pode ser mais produtivo se a gente mexer nesse diagrama apenas com texto. Veja só como é fácil converter o diagrama acima para texto (já com as atualizações das últimas conversas):

Um ator (pessoa, organização, coletivo) tem um papel (iniciador, apoiador, executor) numa ação (subcategorias?) referente a uma causa (tema, subcategorias?) com um determinado resultado (indicadores).

#18

fred,

BEM legal! belo ponto de sistematização para partirmos para outras interações possíveis aqui.

Comento alguns pontos que me saltaram e que acho que podem ampliar o nosso debate em relação o que você produziu.

  1. sobre ator: não valeria considerarmos também atores que não necessariamente seriam uma organização (pensando aqui no sentido mais formal, tá) ou uma pessoa. Por exemplo, como um coletivo poderia se inserir? uma rede livre na internet? uma galera de uma lista de email? acho que poderia ser criado ali um novo papel que proporia chamar de "agenciamento coletivo";
  2. sobre nível de participação: isso eu acho que vale ainda abrir um pouco mais o debate. Esse nível indicaria exatamente o quê? implicação? responsabilidade? recursos? acho que ainda daria para abrir em subníveis, tais como:
    1. provocando: lança a ideia, mas não gostaria de se envolver na sua execução;
    2. articulando: articula pessoas, conecta grupos que possam ter potencial interesse na ação
    3. promovendo: gostaria de promover a ação, viabilizando sua condição de existência
    4. etc....
  3. sobre espaço de atuação: também acho que valeria a pena abrir mais. Pensando aqui no caso da OGP, como vocês veriam isso? Eu vejo algumas interfaces interessantes que poderiam ser pensadas aqui: partidos, governos (federal, estadual, municipal), sociedade civil (ongs), redes livres, coletivos, agenciamento (local, regional, municipal, estadual, federal).

 para todas os outros ítens, também caberia ampliar a discussão sobre outros níveis de abertura.

 talvez seja o caso de fazer uma rodada de conversa sobre possíveis "atributos" que essas classes podem configurar.

vale!

sigo na escuta por aqui,

dalton

#26

Sobre a reflexão de ATOR:

Vale a pena ajustarmos PESSOA-ORGANIZAÇÃO para Pessoa e Coletivo ou incorporamos este último em uma tríade do grau de força "organizativa"? Acho que, pensando nos coletivos mais fluídos e de colaboração mais frágil ou movidas por tempos curtos, recortados (cibertubas), poderíamos pensar em:

PESSOA - COLETIVO/COMUNIDADE - ORGANIZAÇÃO

Que acham? Daí fica uma dúvida: O termo coletivo traduz bem esse novo tipo de grupo ou "comunidade" é melhor? Acho que este último acaba se confundido com a dimensão territorial, mas o primeiro se confunde com a própria organização. Há diferenças entre coletivos e organizações? Isso fica claro?

#31

Será que a gente precisa classificar este Ator em sub-classes? Qual é a vantagem? Eu acho que não importa muito o tipo de ator, se é uma pessoa individual ou se é uma organização, o que é importa é que existe alguém movendo a ação e se esta ação tem efeitos. O ator vira ator quando atua.

Esse ator pode muito bem mudar, quando uma pessoa começa a ser suportada por uma organização. Mas será que vale à pena a gente traçar esse movimento ou será que é melhor deixar essa classe sem sub-classes até para para que outras formas de organização se identifiquem no futuro?

#33

Fred, eu acho que faz mais sentido deixarmos como "Ator". Gosto de deixarmos aberto para descobrir esse debate com mais cuidado, acho que Rodrigo e Fred apontaram para essa direção em seus comentários também e que esse "novo tipo de coletivo social" ainda está ganhando forma!

Na oficina, percebi que as pessoas passaram direto por estes elementos, sem debatê-los muito. Trataram da mesma forma e as sub classes não se mostraram muito importantes. Poppi, o que sentiu?

#19

Olá Dalton, beleza?

1. Certamente devemos considerar sim essas especializações de atores. Aqui precisamos tomar uma decisão de modelagem: se vamos sempre generalizar espécies de atores a partir das duas classes propostas ("Pessoa" e "Organização") ou se vamos generalizar a partir da classe "Ator". O seu exemplo teriamos na primeira alternativa "Coletivo" como uma subclasse de "Organização". Na segunda, teriamos ela como subclasse de "Ator", no mesmo nível de "Pessoa" e "Organização". Quando pensei na classe "Organização", pensei não no sentido formal (empresa, orgão público, etc) apenas, mas qualquer grupo de pessoas com algo (objetivos, valores, crenças) em comum. Ainda assim, essa é uma decisão de modelagem importante que poderá impactar em como iremos associar outros conceitos a essas classes. A proposta da classe "Agenciamento Coletivo" soa bem aos meus ouvidos (;-D), mas vamos seguir sua sugestão e aprofundar mais o debate.

2. Concordo. A classe "Nível de Participação", da forma como está - BEM genérica - não agreda muita coisa. Na verdade a coloquei no modelo apenas para validarmos se ela se relaciona realmente ao Papel ou se seria a outra classe dentro da ontologia. Depois de identificarmos isso, podemos detalha-la e especializa-la em vários subníveis e especializações, aí sim podendo trazer algum valor prático ao modelo.

3. Também concordo, com as mesmas observações do item 2. Se concluirmos que "Espaço de Atuação" se relaciona realmente a "Ação", podemos aprofundar o debate nesse sentido.

Vamos aguardar outras impressões para engrossar o caldo por aqui.

Abração,

#27

Sobre o ponto 1, tá redondo! O termo "Organização" parece soar o melhor mesmo, mas na descrição precisaremos ter o cuidado de deixar clara a abertura para coletivos, movimentos livres, comunidades, grupos de colaboração, listas coletivas etc etc.

Sobre o ponto 2, quero trazer um feedback: Na oficina que facilitamos na OID (Oficina de Inclusão Digital e Participação Social) os grupos não debateram muita coisa sobre o "Nível de Participação". Sinto falta de olharmos mais para isso!

abraços!

#20

Olá, moçada!

Fred, ADORAMOS sua contribuição e penso que já subimos um nível quântico ao incorporar o que foi trazido e abrir as reflexões como fez o Dalton e que continuo por aqui comentando o que vocês já trouxeram e, em seguida, trazendo outros pontos:

  1. Também acho que vale a pena incluir esse ator coletivo, rede livre, galera de uma lista de email ou "agenciamento coletivo". Sobre a modelagem, minha tendência seria deixar mais livre e com menos níveis, ou seja, ligaria tudo em “ator” sem a distinção de coletivo ou individual. Se eu fosse usar uma base, ia preferir poder categorizar eu mesmo do que já ter essa divisão.
  2. Sobre isso, que acho bem legal, temos:
    1. a “escada da participação” no post 5, do Fred Amstel, nesse post http://corais.org/vocabulariodaparticipacao/node/6661
    2. uma história que sempre nos motivou (no Cidade) e que parece bastante com o que o Dalton trouxe. Seria algo como: formulador (aquele que cria muitas propostas), mobilizador (aquele que divulga para muitas pessoas de forma direta, chamando individualmente), articulador (aquele que traz pessoas com outras competências e de outras redes), comunicador (aquele que tem um círculo grande de relações e divulga muito de forma aberta) etc.
    3. Além disso, sobre esse mesmo ponto, pergunto: o “nível de participação” está atrelado ao papel ou ao conjunto de apoios, iniciações etc.?
  3. Quanto ao “espaço de atuação” entendi que pode relacionar-se a ação e fiquei pensando o quanto isso poderia dialogar com o tipo do ator, especialmente lendo as sugestões de subclasses que o Dalton fez. Talvez aí coubesse um caminho para mostrar com que outros domínios de conhecimento essa ação dialoga. Esse foi um ponto trazido por mais de uma pessoa durante esse processo. Especialmente, como isso dialoga com política formal. Vale jogarmos mais luz aí!

Um outro ponto, pra contemplar construções anteriores, além de apoiar e iniciar (identificar?) uma causa, esse ator poderia também comentar e seguir? Que outras ações seriam possíveis?

Valeu pela construção conjunta!

Abraços do Rodrigo

#21

Vamos lá, discutindo alguns pontos da versão do Fred Bortolato:

Níveis de participação

A questão do nível de participação me parece um resultado reflexivo da articulação da rede. Me parece uma medida bastante subjetiva e passível de mudança constante. Não acho que a gente deveria definir isso no nosso vocabulário. Os papéis me parecem já descrever qual é o nível de participação do ator em relação à causa, que é o que interessa. 

Problemas e soluções

Acho difícil falar de problemas e soluções com questões sociais. Buraco na rua é um problema que possui uma solução clara, mas existem questões sociais que não tem solução clara, pois são manifestações de sistemas altamente complexos, como por exemplo, a relação entre fome, seca e monocultura no Nordeste. 

Eu diria que o Ator propõe uma Ação a respeito de uma Causa. Se o ator chama essa ação de solução e causa de problema, isso é problema dele!

Papel do ator

Gosto de pensar em papeis, mas deixá-los rígidos no vocabulário pode ser bem complicado, pois cada grupo utiliza suas próprias denominações. A classe papel já me parece ser flexível o suficiente para que em cada instância classificada com o vocabulário, receba o valor apropriado (formulador, apoiador, mediador, comunicador ou o que seja). Não vejo pq definí-los como subclasses.

Tema

Vejo possibilidades interessantes de associar Espaços de Atuação à Temas. Com isso dá pra segmentar dados geográficos por questões sociais (região X economia; cidade X esporte).

Ator

Gosto de deixar a categoria Ator ambígua, seja organização, pessoa ou o que for. Isso permitira emergir novos tipos de organização ou desorganização que desconhecemos. Acredito que essa categoria é ponto alto do vocabulário em estabelecer que tanto um político quanto um cidadão comun tem capacidade de ação (agência).

Nota sobre colaboração

Acho que seria bacana compartilhar os códigos fontes do desenho do vocabulário e o software utilizado caso alguém deseje fazer novas versões. Isso iria agilizar o processo! Tem certas coisas q é melhor discutir com visual do que com palavras.

#22

Legal, Fred!

Estamos lapidando.

- Níveis de participação: de acordo

- Problemas e soluções: também acho que a cadeia lógica ação-resultado-solução-problema-causa ficou muito longa. Intuitivamente, eu diria que o que temos são questões identificadas (que podemos chamar também de problema, se quisermos) e propostas ou soluções (que contém ações) relacionadas a isso. Quem identifica uma questão é um ator e quem faqz uma proposta ou propõe uma solução também é um ator. Mais simples e dá conta. O que acham?

- Papel do ator: de acordo

- Tema: aqui temos um importante ponto porque, se entendi, o Dalton sugeriu que o espaço de atuação poderia ser não geográfico, mas estar relacionado ao escopo de atuação (ex.: partidos, governos (federal, estadual, municipal), sociedade civil (ongs), redes livres, coletivos, agenciamento (local, regional, municipal, estadual, federal). Vejo isso como o tipo do ator, como disse em meu post anterior. O que o Fred traz de volta a forma como eu entendo o espaço de atuação (cidade, região, bairro etc.) O que acha disso, Dalton? Contempla sua necessidade?

- Ator: de acordo. Ressalto que acho importante indicarmos alguns tipos de atores (em subclasses ou de outra forma) para que comecemos a qualificar esse ator, abrindo o campo pra trazer todo mundo.

- Colaboração: de acordo. Tudo deverá ser compartilhado.

Abraços!

#23

Acredito que a classe Espaço de Atuação pode também ser usada para espaços não-geográficos.

Por exemplo, eu tenho uma Ação cuja Causa é a fome com vários Espaços de Atuação

  • Atividade econômica
  • Subsídios governamentais
  • Educação

Daí meus Temas é que poderiam ter uma dimensão geográfica:

  • Regiões do país
  • Mapa da pobreza
  • Emigração rural

Eu acho interessante essa ambivalência (uma mesma coisa pode ser classificada como Espaço ou Tema) ou será que bagunça muito?

Sugestão: a gente poderia fazer um exercício de aplicação desse vocabulário em ações que estão por aí que gostaríamos de ver conectadas num novo post. Isso ajudaria bastante a clarificar nossa possível contribuição ao Open Government Partnership que o Henrique propôs.

#30

Entendo essa, mas acho que as dimensões temática e territorial traduzem características muito diferentes, agregando mais se as utilizarmos como elementos de distinção. Mesmo que o ator esteja livre para fazer eventuais links que abram um pouco essa caixa. Nas oficinas e nos contatos, tem feito muito sentido pensar o tema e o território e os exemplos estão reforçando muito isso!

#24

Olá pessoal, tudo bem?

Desculpem o sumiço, vou tentar compilar algumas observações e comentários, ok?

1. Ferramenta de desenho e compartilhamento dos fontes:

Minha sugestão é usarmos o Dia Diagram Editor. OpenSource e estável, gosto bastante desse software. http://dia-installer.de/

Se alguém tiver alguma outra sugestão, fique a vontade. Infelizmente, a primeira versão do desenho eu fiz na Alesp e ela se perdeu junto com meu micro que sofreu manutenção. Vou tentar redesenhar, mas já sugiro que todos o façam usando o Dia ou a ferramenta escolhida e anexem o arquivo do projeto no post.

2. Níveis de participação

Nesse primeiro momento, acho razoável eliminarmos essa classe para nos aprofundarmos na discussão e concordo que se trata de uma "medida" bastante subjetiva. Mas não acho que ela se confunda com o Papel, este define funções desempenhadas pelo ator em relação a uma Causa. Dentro de um mesmo papel que um ator possa assumir, enxergo diversos Níveis de Participação. Um exemplo concreto: aqui no Corais, há uma espécie de pontuação que mede quantitativamente quando cada um de nós colaborou. Enxergo nessa pontuação uma forma de medição do Nível de Participação. Acho que cada plataforma ou contexto de aplicação poderá usar (ou não) seu critério de para medir esse nível. Isso não nos impede de prevermos essa classe abstrata e deixarmos para as especializações da mesma tratar esses critérios.

3. Problemas e Soluções

Concordo com a simplificação. Na realidade, me pautei bastante na terminologia do Cidade Democrática ao propor esses novos níveis.

A única dúvida que levanto é se ao restringirmos com essa simplificação, estamos assumindo que toda ação "resolve" uma causa? Ou seja, não contemplanos o "fracasso" de uma ação em relação a uma questão identificada? Não nos interessa em qualquer instância da modelagem controlarmos esse aspecto da eficácia e eficiência das ações? Isso tudo ainda não está muito claro na minha cabeça, vamos nos aprofundar nisso.

4. Papel do Ator

De acordo.

5. Temas e Espaços de Atuação

Sobre o Espaço de Atuação, eu havia pensando algo muito parecido com o detalhamento do Dalton: algo não geográfico ou físico APENAS. Mas enxergo a importância de uma classificação geográfica (cidade, bairro, etc). Não seria uma outra classe aqui (Alcance, Âmbito, etc)? 

A proposta do Fred de associar Temas e Espaços de Atuação é interessante, mas não está claro pra mim qual a natureza dessa associação. Uma Causa pode gerar diversas Ações e cada uma destas associar-se a um Espaço de Atuação. Os Temas me pareciam mais um mecanismo de classificação das causas (tagging), de forma a podemos agrupar determinadas causas de natureza similar (saúde, moradia, democracia, etc). 

Acho a sugestão do Fred imprescindível. Vamos tentar fazer esse exercício de aplicação em diversos exemplos, preferencialmente de naturezas diversas (ações concretas, virtuais, etc) e diversas causas. 

Abraço!

#25

Galera,

Facilitamos uma oficina muito bacana na 11a. Oficina de Inclusão Digital e Participação Social, que rolou em Porto Alegre. Foram quase quarenta participantes, do Brasil todo, ligados ao Programa TelecentrosBR (gestores, monitores, voluntários). Poppi vai postar os vídeos, Suelen as fotos e nós todos contaremos um pouco como foi essa experiência e o que trouxe para nosso debate.

Com isso, amadurecemos uma metodologia mais interativa para dialogar com outros públicos e testar os elementos desse nosso vocabulário! No sábado, vamos facilitar mais uma, na Feira das ONGS, aqui em São Paulo! Segue o que amadurecemos como Guia de Facilitação (http://okfnpad.org/webcidadaniaoidp):

Mas quero destacar alguns dos pontos que surgiram para nosso debate!

1) Um dos grupos que trabalho na oficina interpretou CAUSA como "causalidade" e não como "questão/bandeira". 
2) Percebemos que nosso fluxo está "linear" na direção do "RESULTADO" da "AÇÃO". Por exemplo, uma oficina - ação - capacita mulheres para trabalhar com hardware e resolve um problema detectado, que se vincula a uma CAUSA. Mas essa mesma oficina - temos a ação, mas não abrimos relação com nenhum elemento como PUBLICO, OBJETO etc etc - capacita um grupo de mulheres que demanda ou inicia outra ação. Ou seja, abrir novas relações e trazer alguns elementos pode apontar para uma espiral (mais próxima da realidade dos processos transformadores e de participação, não?).
 
O que acham desses pontos? Vale a pena abrir como um debate necessário? Vale a pena já mudarmos?

#28

Causa

Eu acho que essa ambiguidade causalidade/questão é boa, pois no final das contas é a questão que causa a ação de participação.

A avaliação do vocabulário fica muito frágil se a gente não usa exemplos. Se a gente apresenta as categorias, podem haver milhões de significados possíveis, mas esse vocabulário nunca será utilizado assim. Sempre haverão instâncias já classificadas com o vocabulário (exemplos) que vão ajudar a entender como essas categorias funcionam. É essa relação que tem que estar forte, ser coerente. As categorias não precisam sobreviver por conta própria.

Linearidade do fluxo

Que eu me lembre a gente discutiu lá atrás se a gente ia considerar a dimensão temporal, acompanhando os processos de transformação, e a decisão foi de não considerar, já que o objeto pode ser reclassificado novamente quando a situação mudar. 

Mas eu acho interessante a gente ter alguma forma de rastrear essa transformação. Talvez a gente pudesse ter um registro de versões anteriores, ou de causas precedentes, não sei...

#29

Sobre CAUSA:

Fred, fez todo sentido para mim!

Linearidade: Concordo, mas olhando para o fluxograma a relação entre AÇÃO e RESULTADO não responde algumas das relações mais importantes da participação, certo? O foco na participação e nos trabalhos sociais olham muito para a relação entre sujeitos e a construção de novos atores sociais. Como podemos incorporar?

#34

Aí nos levamos o vocabulário para uma nova seara. Entre a proposta de ação e o resultado é um longo caminho, cheio de trancos e barrancos. Um ponto importante é que o resultado pode divergir do que foi intencionado pela ação. Em alguns casos, o resultado de uma ação (passeata pela legalização da maconha) pode disparar uma nova causa (moralização da política). 

Se a gente for expandir nesse sentido, é importante pensar em barreiras, desafios ou condições para se chegar ao resultado. Pode se também pensar em indicadores para os resultados, números que possam ser usados para avaliar a performance de ações (indicadores almejados X indicadores alcançados).

#36

Fred, O que acha que conseguimos incluir nessa? (considerando o momento de sistematizar uma primeira versão) e acha que esse debate pode ser um dos encaminhamentos para abrirmos a segunda versão?

abraços!

#37

Eu não sei se é o caso de incluir. Fechamento de ciclo deve ser convergente, ou seja, reduzir as categorias ao mínimo: apenas as categorias que provaram sua robustez (e necessidade) em nossos debates. Daí abre o novo ciclo com abertura para divergências. 

Eu acho que o novo ciclo deve ser focado em testar o vocabulário em ações já existentes e daí ver o que não conseguimos classificar com ele. O que aparecer com frequência ou se representar uma discrepância muito grande, deve impulsionar mudanças.

#38

Alinhados! Com essa primeira versão, podemos apresentar para outros participantes que não estão muito ligados e trazer novos parceiros para tocarmos esses textes em ações já existentes juntos, fortalecendo a comunidade aqui!

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