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Relatório do encontro 9/10/2014

Relatório do encontro 9/10/2014

Presentes: Felipe, Heitor, Leilane
 
Aprofundamos um pouco mais as discussões sobre o multiplexador (MUX) e o demultiplexador (DEMUX). Vimos que, para entender seu funcionamento, era necessário entender e representar números decimais na base binária, então fizemos alguns breves exercícios com esse objetivo.
 
Basicamente, o multiplexador é um sistema lógico que recebe como entrada um conjunto de bits (em paralelo) no qual apenas um bit é nível lógico 1 (alto), ou seja, assumimos que é impossível o bloco receber um conjunto de dados com mais de um bit nível lógico 1. Esse circuito fornece como saída a posição do bit ativo. Por exemplo, se for recebido o conjunto 0010 na entrada, a saída será 2 em binário (10), indicando que o bit na posição 2 está ativo - lembrando que a contagem começa em zero. O conjunto 1000 teria como saída 00, indicando que o bit na posição 0 está ativo.
 
O demultiplexador é exatamente o inverso: ele decodifica a entrada, ativando o bit na posição indicada pela entrada. Por exemplo: recebendo o valor 11 na entrada (ou seja, 3 em decimal), a saída correspondente será 0001. Na figura em anexo, pode-se ver o resultado da simulação de um demux; a tabela-verdade obtida corresponde ao funcionamento esperado, com exceção de um misterioso detalhe: a entrada 000 deveria fornecer a saída 10000000, a entrada 001 deveria fornecer a saída 01000000, e assim por diante. Na figura, a saída está 'defasada' para cada entrada. Não soubemos explicar a razão disso.
 
Discutimos também sobre o raciocínio abstrato que devemos desenvolver quando tratamos com sistemas digitais. Por exemplo, níveis lógico 1 ou 0, intrinsecamente, não têm diferenças de significado: são apenas sinais que representam qualquer tipo de informação. No mundo digital, muitas coisas são desconexas da realidade; muitas vezes precisamos estudar coisas que, aparentemente não têm ligação com o mundo real, mas que precisam ser estudadas por questão de completeza - por exemplo, para que serve uma raiz cúbica, se não para complementar o estudo de potenciação?
 
Vimos como funciona a simulação de circuitos lógicos no software Qucs, simulando MUXes e DEMUXes.
 
Na próxima reunião, planejamos começar a estudar síntese de circuitos lógicos: dado um comportamento desejado do circuito, como podemos combinar portas lógicas para realizá-lo?
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Comentários

#1

Tá perfeito, Felipe :D Muito bom, mesmo. No próximo eu terei algum adendo significativo a fazer.

Abraços!

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